quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Sentavas-te na beira do lago,
pés desertores nos juncos
enquanto as pedras formavam caminhos.
Não tinhas pressa,
ainda não a tinhas inventado,
antes escorrias areia dominando as leis
feitas pelos Homens adultos.
As mãos aveludadas pela inexistência
do tempo que não te era pedido,
grotesco desenho de uma realidade
imaginária qualquer.
Mais tarde alongarás os dedos,
pedirás estes e outros segredos,
resgatarás volúpias e enredos,
perderás o tempo do tempo.
mas as árvores continuarão no seu enlevo.



5 comentários:

Graça Pires disse...

Desenhas, no teu poema, uma "realidade imaginária" e mágica que dá todo o sentido às palavras.
Um beijo, Teresa.

© Piedade Araújo Sol disse...

um doce sabor de infância...tão belo, tão belo.

pés desertores nos juncos....gostei tanto desta estrofe.

parabéns Teresa!

um bom fim de semana.

beijos

:)

Mar Arável disse...

No Outono quase tudo cai

folhas máscaras e até felizmente o desgoverno

Sempre um prazer visitar o teu espaço

Gasolina disse...

Crescer.
Mas as árvores sempre mágicas.

heretico disse...

adorei o poema.

beijo