domingo, 29 de novembro de 2015

Passam os dedos de fininho
no caule de folhas bravias.
Haveria de ser sempre assim.

Pousam gaivotas,
há um mar que se revolta,
voa areia arrastada por rajadas.
Há um inverno que se avizinha.

Pousam prosas,
escreve-se na terra fria,
arrefecem as mãos,
continua-se, em teimosia.

Solta-se a música
liberta-se a paixão.
Há-de vir o dia.


2 comentários:

Graça Pires disse...

Há-de vir o dia. Apesar do frio...
Gostei do poema.
Um beijo.

Rafeiro Perfumado disse...

Quando voa areia não é o Inverno que se aproxima, é a irritação na garganta. Beijoca!