segunda-feira, 18 de maio de 2015


* fotografia retirada da net


Devagar, deixo escorrer os últimos fios de água
que outrora iluminavam os peixes.
Hoje sou
corrente em constante peregrinação nos veios do mar.





quinta-feira, 7 de maio de 2015

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Envolve-me a tarde em entorpecimento,
Não te vi, não te quero,
palavra em adormecimento,
quem és?
Sombra esbatida
em praia esquecida,
não vês?






quarta-feira, 29 de abril de 2015




Abraço-me envolvendo-me como um todo,
quero asas estendidas, sagacidade nos gestos,
chega de desertos,
árvores plantadas ausentes de tudo o resto.
Encolho-me nas penas estendidas,
sou parca em credos, 
quero tanto o fim de tormentos.







Doce piano, para onde levaste a melodia?
Afastaram-se os pássaros, dobrou-se a agonia,
recolheu-se o pranto da doce melancolia.
Canta de novo, canta em pura sintonia,
trás o voo de tão trôpega ave perdida
para que estenda asas e celebre um novo dia.


[Dali]



Tão jovem e de cheio regaço
quis de mais, quis o espaço.
Sobrou-lhe fardo e cansaço,
palha colhida ao acaso.




Levanto o manto, agiganto o passo,
num hiato de tempo, num compasso.
Assoberbada fico assolada,
amarguro no espaço confinado,
morreram os Deuses, sobraram-nos os afagos.