terça-feira, 31 de março de 2015

[Dali]




Um horizonte desmaiado
escorrega-me das mãos lassas,
estanco a lágrima, não há madrugadas.
Tolho a derradeira quebra
antes tão singela
espraiando nos raios das tardes quentes
em mente ausente.

segunda-feira, 16 de março de 2015






Cessa o reflexo do brilho do sol,
juntam-se os momentos em fragmentos
em barcos de papel que rio abaixo navegam
sem saberem que as margens nunca se aproximam.


terça-feira, 10 de março de 2015


*foto retirada da net

Volúvel norte, perde-se a proa,
sopra o vento contra o velame,
agiganta-se a onda.
Quebram-se cabos,
quebram-se amarras.



quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

* foto retirada da net

Falava-te das águas
que deixaram de espraiar
mas ouvias castelos de areia.
Nem quando as ondas recolheram
tu viste as sereias ao mar a regressar.


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015




Por fora.
Por dentro.
As malhas vão apertando
mas sacudo as águas estagnadas.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015








Sê a seiva contida,
o deambular ao som da brisa,
o orvalho caído nas folhas
e liberta,
liberta-te na terra em ti finda.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

[Monet]





Forma-se um lago nas mãos luzidias
que tenta chegar às margens lambendo as extremidades insensíveis
deparando-se com névoas
incapazes de quebrar as barreiras invisíveis.