sexta-feira, 17 de julho de 2015

O sol já não tarda
na noite fria que o verão compôs.
Fossem todas as sombras e clareiras
margens de um rio sinuoso
prenhe de vida para lá fronteira
descê-lo-ia numa jangada,
tronco com tronco amarrado,
pertences de um qualquer passado
que ainda o tenha de usar.
Despojar-me-ia do meu nome,
segurar-me-ia ao cordame
e agradeceria aos Deuses
a liberdade de voltar.




quinta-feira, 9 de julho de 2015

Sabes,
às vezes o cansaço é tanto
que mergulho em pautas melódicas
só para me lembrar
do suave toque dos teus dedos
para me anoiteceres.




quinta-feira, 2 de julho de 2015



Abre-se o jogo,
fecha-se o cerco,
espalham-se os animais,
atira-se às feras.

Não falhar, não tombar
deixar de ser o circo,
acabar, derrubar,
lutar em nome dum deus sisudo. 


domingo, 28 de junho de 2015



É de cor incerta
que te escrevo estas palavras
ecos em paredes por preencher,
no tempo perdido
onde não sei onde me encontrei.
Como talvez agora
na incerteza das folhas onde te procurei.
O quanto te amei.


quinta-feira, 7 de maio de 2015

terça-feira, 10 de março de 2015


*foto retirada da net

Volúvel norte, perde-se a proa,
sopra o vento contra o velame,
agiganta-se a onda.
Quebram-se cabos,
quebram-se amarras.



quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015




Por fora.
Por dentro.
As malhas vão apertando
mas sacudo as águas estagnadas.