sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Entrei em casa. Esta casa já não é a minha mas entrei. Tudo estava nos seus lugares, o sofá estafado, o escritório desarrumado, a cama por fazer. Reconheci tudo menos o silêncio. Não, esta já não é a minha casa, somente retalhos de vivências antigas. As de hoje, essas, estão perdidas num canto qualquer enquanto procuro a minha casa.

3 comentários:

O Puma disse...

Procurar procurar sempre

Graça Pires disse...

Se não reconheceste o silêncio, não é a tua casa. Procura bem nas entrelinhas do poema...
Um beijo, Teresa e uma boa semana.

Justine disse...

Um texto sentido, belo e triste. Continuas a escrever muito bem, Teresa. Um beijo e uma festinha aos dois companheirinhos felinos, os animais mais perfeitos da natureza!