quinta-feira, 24 de novembro de 2016

É tarde, é cedo. Os pássaros ainda dormem e eu estou de vigília. Sei que não posso estar acordada, vai ser um segredo meu.


É cedo, o silêncio impera, tenho a madrugada para mim e vivê-la é um momento. Que sou. Que estou. Essências que não são garantidas. Como nada o é.

É tarde e tento curar-me da ferida que fui outrora. Eu que sonhei tanto!

É cedo para dizer que é tarde. Mas é tarde.

2 comentários:

Manuel Veiga disse...

entardece sem dar por conta...
abraço

Graça Pires disse...

Sonhar sempre. Mesmo quando parece que é tardia a vontade de o fazer... Um belo texto, Teresa.
Uma boa semana.
Beijos.