quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Acreditei nos pássaros quando voaram em círculo por cima do pinheiro manso que plantara. Um bom augúrio, uma dávida dos Deuses. O vento soprava de norte, o sol estava no seu apogeu, estávamos no início de mais um ciclo.

Todas as noites acendia uma vela para que me lembrasse dos tempos que viriam. Casaria com o homem que amava e iria viver com ele para terras distantes.

Ninguém esperava a guerra que estalara, talvez  a leitura do voo das aves tenha sido descuidada, os padrões ignorados.

Fiquei com a vida em suspense. Era impossível deslocar-me com tamanha carnifícia, sobreviver era um acto heróico.

A minha vela permanecia acesa. Cada dia com mais intensidade.

4 comentários:

Isabel (Bekas) disse...

Um dilema, um voo intenso. Gostei.

Mar Arável disse...

Há sempre uma vela que luz
Bj

© Piedade Araújo Sol disse...

uma vela a arder e a esperar uma "luz"

:(

Graça Pires disse...

Continua com a vela acesa, Teresa, que o mundo precisa de luz...
Gostei muito do teu texto.
Uma boa semana.
Beijos.