Acreditei nos pássaros quando voaram em círculo por cima do pinheiro manso que plantara. Um bom augúrio, uma dávida dos Deuses. O vento soprava de norte, o sol estava no seu apogeu, estávamos no início de mais um ciclo.
Todas as noites acendia uma vela para que me lembrasse dos tempos que viriam. Casaria com o homem que amava e iria viver com ele para terras distantes.
Ninguém esperava a guerra que estalara, talvez a leitura do voo das aves tenha sido descuidada, os padrões ignorados.
Fiquei com a vida em suspense. Era impossível deslocar-me com tamanha carnifícia, sobreviver era um acto heróico.
A minha vela permanecia acesa. Cada dia com mais intensidade.
Há 5 horas
