quarta-feira, 26 de outubro de 2016

O sol inunda o meu quintal. Há no brilho a face da deusa antiga. Entrego-me ao calor, tenho sede dos dias onde os caranguejos evitam os pés na água cálida.

Queria que não fosses mais do que um brilho no canto do meu amor. Regressar a casa onde te encontro. Falar-te das ondas invernais que desafiam a terra. Do canto das andorinhas primaveris sobre os telhados de Lisboa.

Queria não ser uma sombra que se arrasta à espera que os ramos das árvores rocem o meu rosto.

Tenho esperado em todas as madrugadas, aquietado gestos inúteis, para que descubra o caminho na floresta que me abraçará.

4 comentários:

  1. Gosto desta tua prosa poética, onde a tua escrita se solta, ansiosa do espaço da lembrança.
    Um beijo.

    ResponderEliminar
  2. Memórias em riste
    a desbravar caminhos
    como sempre

    ResponderEliminar