domingo, 2 de outubro de 2016

Ontem era escuro, tu e eu apenas divagando em espírito. Com asas formei-me, em voos rasantes cresci, em ti aprendi os verbos. Era uma vez uma cascata salpicando verdades escondidas que só nós dois partilhávamos. Os meus segredos ficaram lá onde te encontro. Sei que somos amantes antigos, para além de todos os tempos, árvore e sol, mar infinito. Sei que estás sempre ao meu lado, a pele na pele, rosto com rosto. Ninguém sabe de nós, somente o vento que tudo escuta. Agarro na tua mão para esconder a minha. E nas pedras gravamos a nossa presença.




4 comentários:

Graça Pires disse...

Um texto muito belo e cheio de sentimento. Gostei imenso, Teresa.
Uma boa semana.
Beijos.

Mar Arável disse...

Assim reconsidero

há pedras com vida por dentro
Bj

O Puma disse...

Não colecciono nada na vida

mas junto pedras


© Piedade Araújo Sol disse...

tantos sentires, tanta sensibilidade...

beijo

:)