sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Sento-me na noite escura de candeia
acesa. O murmúrio dos animais nocturnos
são cantares antigos que me cantam
os sete mandamentos do guerreiro.
Falhei-os todos.
Afio a espada lentamente respirando
a brisa que canta o lamento dos medos antigos.
Hoje sou ouvido da noite e despido da armadura
que encerra a minha condição.
Raspo o tacho ainda quente
sabendo que o corpo é uma condição
tão ínfima na floresta que me cerca.
Sopro a consciência abarcando cada árvore
escondida no negrume que me cerca.
Estou vivo, sou vivo, sou
a alma da clareira.




2 comentários:

© Piedade Araújo Sol disse...

e se a alma da clareira inundar de luz, então os medos se irão na noite escura...

bom fim de semana.

beijo

:)

Carmem Grinheiro disse...

Olá, teresa
Tanto diz seu poema a nós, guerreiros que falhamos os próprios mandamentos.
Mas somos "a alma da clareira" -reste-nos a esperança da vida.

bj amg