domingo, 9 de agosto de 2015

Vieste de longe
procurar quem não sou,
pétala caída num jardim esquecido.
Tomaste-me as mãos
pensando na firmeza de outrora,
frouxas como sei,
onde as estrelas não iluminam,
porque me fizeste isto?
Caí, de onde não sei,
por ti, para ti, nunca por quem fui,
passado que se oculta,
onde se chora?
Onde foi o caminho perdido
de todos os meninos esquecidos,
onde fiquei extasiada de pasmo,
onde deverei estender o meu regaço?








3 comentários:

Carmem Grinheiro disse...

Olá, Teresa
O tempo passa e deixa suas marcas na alma e nas mãos. E se o tempo vivido por nós foi em função de outro, as marcas deixadas são como feridas abertas.
Há que dar conta de viver nosso tempo por nós próprios, enquanto há tempo.

bj amg

Mar Arável disse...

A ternura no mais íntimo da pele
não se comenta

Bj

Graça Pires disse...

"Onde deverei estender o meu regaço?" te interrogas. Mas sabes que a vida nos promete a cada hora a memória de um futuro que há-de ser o que sonhámos...
Um beijo, Teresa.