quarta-feira, 22 de junho de 2016

As mãos não acordam
para o silêncio dos dias
levando consigo pedaços
de pétalas prenhes de histórias.
Corre o rio sem barqueiros,
deslizam as margens pedindo
a sinfonia do retorno.
Corre o corpo sem alcançar
a certeza das rochas.
Corre, corre, corre
enquanto o dia finda.


2 comentários:

O Puma disse...

Os rios correm os caminhos da água

Graça Pires disse...

Às vezes o silêncio dos dias é de mármore, outras vezes é de água. Por isso as mãos se tornam tão frágeis...
Um beijo, Teresa.