terça-feira, 7 de junho de 2016

"É Janeiro e a lareira está acesa, é Junho e a praia já tem gente; sento-me numa rocha, na areia, em qualquer lugar e sinto o vento. Tenho memórias nas mãos, gritos sufocados, uma dor persistente. Sei-me extremos, barco que navega pelas correntes, perdido no seu rumo, fugindo de ambas as margens por onde passeia a loucura. Quando o caminho clareia. Sei-me nesse outro lado onde ninguém vai, onde não há encontros e persiste o silêncio.

É noite, é dia, o desassossego é acompanhante, criem as malhas perdidas, resgatem o meu som. É silêncio, frases perdidas na inconstante vaga."

Teresa Durães, in "O outro lado do silêncio"

1 comentário:

Teté disse...

O silêncio pode ser encarado de vários prismas, nem todos bons ou maus... :)

Beijoca