sexta-feira, 29 de abril de 2016

Deixo cair o tempo que aí vem
no regaço laço de quem bebeu
em tragos o seu fado.
Os dias foram transformados em acasos,
restos de uma longa espera,
chuva em pedaços largos.
Tenho sementes a plantar,
árvores que teimam enraizar,
um jardim a inventar.


3 comentários:

Graça Pires disse...

Inventa o jardim, Teresa e verás os teus olhos perturbados com a beleza...
Um beijo.

Rui Fernandes disse...

É preciso reinventar todos os anos os jardins dos anos anteriores. A isso nos obriga o ciclo dos tempos. A obrigação da cultura faculta-nós a liberdade.

© Piedade Araújo Sol disse...

sim...é preciso inventar a alegria as cores e quiçá esse jardim.
muito bom!
beijo
:)