quarta-feira, 20 de abril de 2016

Passo a passo vejo as memórias
nas mãos amadurecidas. Foram frutas
outrora doces colhidas numa manhã de orvalho.
Olho-as como quem vê um caminho desbravado
até à suave brisa sob as copas das árvores
 em dias de sol e carícias.
Olho-as e tornam-se jovens, de novo,
há tantos segredos guardados
esperando virem a descoberto
traçando um caminho novo.
Há floresta infindáveis
aguardando o meu gesto.
Guardo as memórias, abro a janela,
ouço o primeiro canto e sei-me completa.


5 comentários:

Graça Pires disse...

Olhar as memórias. Ser jovem de novo. Sentir-se inteira...
Gostei mesmo.
Um beijo, Teresa.

Mar Arável disse...

Nos mastros mais altos

Bj

© Piedade Araújo Sol disse...

guardar as memórias já é tanto...tanto!
muito belo!
beijinhos
:)

Rui Fernandes disse...

Compreendo que te referes às memórias do futuro, à esperança de que o novo ciclo nos retorne o que já tivemos entre mãos. Ou melhor. Ou diferente. Ou o que for logo se verá. Não ao baús do passado, com cheiro a morte e de teias de aranha tecidos.

Rafeiro Perfumado disse...

Por isso é que se deve comer a fruta logo que se colhe, para não ficar demasiado madura.