segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Tentei um manto de rosas,
colhi dálias num jardim roubado.
Não as aceitaste,
antes querias um verbo desconhecido,
que não te podia dar.
Reguei o jardim
consciente que não me amavas.
Não era tempo para te as dar,
tão pouco histórias para contar.

Queria-me só,
terra por cultivar,
espaço por sonhar.

Ocupaste todo o lugar
sem caminho para explorar,
eternamente sem esperar.

Precisei de ocultar-me
das palavras por falar,
ventos agrestes a desvanecer
as sombras por desvendar.



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