sábado, 8 de abril de 2017

No meu quintal brincam os gatos alheios às intempérias. Todos devíamos ser assim, natureza e ar, terra e canteiros, leveza de espírito. Quiseram os Deuses que tudo fosse diferente ou tornaram-se alheios ao deambulear de corpos.

Pouco resta da terra deserta, das flores selvagens, dos homens de palavra.

Temo que sugamos a água a todas as raízes até não sobrar nada.

Temo sermos um poço abandonado sem nada nas nossas mãos, somente a descrença e ambigu

1 comentário:

Manuel Veiga disse...

somos desperdício. temo isso também...

beijo