sexta-feira, 31 de julho de 2015

Falavas-me de amor e estou cinzel  
perdida num campo deserto
esculpido pelo vento do tempo.
Sei que estou perdida em guerra infindável
sem que conheça as armas,
sem condições de as depor.
Mas ouço o cântico perdido
do mar em noites de verão
onde escuto o teu chamamento
ecos de longa paixão.
E tento despir este ser incómodo
esta dor de permeio, este estado de agitação,
a manhã tem de ser nossa,
as tréguas, a ressurreição. 





4 comentários:

Graça Pires disse...

As manhãs serão sempre de quem morre e nasce quantas vezes é preciso...
Um belo poema, Teresa.
Beijo.

Mar Arável disse...

Não há morte para o vento

Bj

© Piedade Araújo Sol disse...

mas a esperança renasce a cada dia que nos amanhece....

:)

© Piedade Araújo Sol disse...

mas a esperança renasce a cada dia que nos amanhece....

:)