quarta-feira, 21 de setembro de 2016






O teu rosto apareceu pela noite. Tenho tantos novelos desgarrados que suspiram pela libertação. Fossem as asas firmes, o vento, um caminho. Fosse a rapariga de outrora que comungava com as pedras. Mas o meu corpo traiu-me, as mãos quedaram, o tronco vergou com as violentas rajadas dos dias consumados. Talvez  um dia seja pedra perdida num monte sentido a força da terra, sabendo que nada é imutável.


3 comentários:

Graça Pires disse...

A melancolia do tempo que passa neste fantástico texto, Teresa.
"Talvez um dia seja pedra perdida num monte sentindo a força da terra, sabendo que nada é imutável" Muito belo!
Uma boa semana.
Um beijo, minha amiga

Mar Arável disse...

Tudo se move

Bj

© Piedade Araújo Sol disse...

que delícia de texto...
sem mais comentários, que podia estragar este momento.
gostei!
:)