sábado, 29 de junho de 2019

[Futura exploração de lítio na serra de Arga]

Sei, escrevo, vivo, respiro, o mundo inunda-se de cores e quero viajar nas fotografias, no irreal que me rodeia. Tens medo do presente, dizem, tenho medo da crueldade, respondo, há mais além, além de todas as notícias, de toda a ignorância, além onde as águias-reais voam, onde os falcões tentam resistir e os lobos ibéricos fogem dos caçadores. Temos castanheiros, temos teixos em extinção, temos árvores para viver, temos tudo para sermos felizes. Não, digam não ao trago da terra, digam não à civilização destruidora, neguem o dinheiro fácil, ao ouro branco, porque somos pequenos, mas a serpente vive entre nós.

Não, digam não, deixem-me respirar, deixem-me viver.

4 comentários:

  1. Assim fosse assim pudéssemos
    com poucas palavras escreves o inaudito
    e mesmo assim não há quem te ouça.
    Amei o que escreveste
    :)

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  2. Gostaria de ter sido eu a dizer assim o que me vai no coração, na cabeça, na raiva, na indignação.
    Continua a falar por nós todos, Teresa

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  3. Junto às tuas palavras as minhas palavras e à tua indignação a minha indignação…
    Uma boa semana.
    Um beijo.

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