[David Wiles]
Quando voguei nas estrelas e entreguei-me ao universo soube
que havia mais para além de mim, para além de todos nós. Espreitei a noite, as
corujas sussurraram-me, os roedores caçaram, a natureza equilibrou-se. Entreguei-me
aos sons, aos reflexos, a todas as cores brilhantes que se destacavam na noite.
Queria paz, tive paz, queria solidão, solidão tive, consegui
abraçar toda a existência, de tão grande que era subjugou-me as palavras, a
música, as cores.
Fiquei presa às pedras que ligavam os dois mundos, aguardava
a busca do Homem pelo infinito, guardava as insígnias que retificavam o mundo,
esperava a procura pela magia e confiava no ser que sempre vingou pela arte.
Perguntava, onde estavam os filósofos e os pensadores? Onde paravam
as religiões? Onde buscavam os adoradores
da natureza que não acreditavam que esta tinha alma?

Também me conforta a contemplação
ResponderEliminarda natureza que ajudei a construir
Os pássaros colaboram
Bj
cheio de livros a imagem dela na contemplação
ResponderEliminardo Universo das perguntas sem resposta pensa:
estranho que não veja filósofos e pensadores
no meu mundo existe esta magia vinda de não sei
um dia vogando num mundo paralelo achei-me
ao lado de alguém desconhecido
falava comigo era o mensageiro das grandes cousas
do Universo.
E, de facto, tem.
ResponderEliminarNão a vemos mas percebemos-lhe os humores.
Tudo tem brandura, génio, criação e destruição.
Gostei de ler.
Bj.