domingo, 26 de abril de 2020




Ando a segundos, segundos onde arranco ervas, segundos que vejo as plantas nascerem, segundos que vejo o tempo evoluir. Segundos que comunico com quem nunca vi, mas tenho uma relação duradoura, uma relação pela arte. Segundos que são segundos de prazer, de sentir, de meditar. Não, todos os segundos nos fazem viver e temos imensos segundos diários, segundos que nos explicam quem somos e segundos que nos dizem, não vás por aí. Mas vamos, atravessamos os caminhos proibidos e os segundos passam a dias de loucura, de esquecimento, a meses que não entendemos. Um dia acordamos e perguntamos, onde estão os nossos segundos? Talvez numa maré traiçoeira, talvez num caudal de um rio desconhecido e para lá chegares são precisos muitos minutos porque os segundos são preciosos. Sabiam disso?

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