sábado, 3 de agosto de 2019


[Fotografia de Luís Stuart]


Acordei numa madrugada fria, olhei para o vazio das mãos, tantas vezes bloqueadas, tantas esquecidas. Arregacei mangas, saí para os bosques enevoados, saí para recolher o dia. Enquanto desenhava na terra misteriosos círculos que nem sabia de onde vinham, cantavam a carriça, o melro-azul, o cruza-bico. Sentei-me com a brisa, queria sentir as raízes, as ervas livres. E fui floresta, caminho, gente e regressei finalmente.

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