quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Procurei-te mas não te sei,
abandonei-te em estranhas paragens
que de mim não fez nada.
Diz-me onde estás
que de estrada farei a minha passagem
Diz-me apenas, que continuo a tua amada.


Voaram pássaros na minha janela
despedindo-se da paisagem conhecida.
Chegou a hora da ida,
larguem ninhos, libertem raízes,
soltem flores em campos floridos,
chamem as vozes das despedidas
que o meu corpo se vai por fim
gritando apelos de vida
encontrando enigmas
mas sempre mergulhando em sucalcos erguidos

sábado, 4 de agosto de 2018

Veio de novo um eco antigo
como se solucionasse
todos os sonhos perdidos.



Caiu a pedra no charco negro,
fugiram as rãs com medo.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Cobre a sombra os braços
que tentam ter em suas mãos
as madrugadas veranis
onde são retidas todas as conchas
que trazem histórias de marinheiros perdidos.

Ergue-se a voz, fala o profeta,
naus foram lançadas,
pede-se a coragem.

Ergue-se a voz, tenho areia retida,
passado conquistado, maresia.
Tenho sonhos antigos, tenho a brisa.


segunda-feira, 23 de julho de 2018

Tocando em uníssono,
enquanto a brisa nos lembra
a distância entre o teu verbo,
onde estás? Frase esquecida.

Dizem os Deuses,
a fonte foi erguida,
venha o sal,
a boca dorida.

Dizem os Deuses,
o destino foi cumprido.

Rolem pedras, cumprem promessas,
esta é a Era.

De tanto te querer
Libertei as asas
Perdi penas
Alcancei-te
Amei

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Dá-me a mão agora que me vi
cruamente e tão desnecessariamente.
Dá-me a mão e não te vás
agora que choro por mim.

Não te vás e me deixes aqui,
dá-me a mão e fica por mim.
Dói e não me quero assim.
Fica comigo, diz que sim.