segunda-feira, 11 de abril de 2016

Parto numa madrugada fria em inquieta melancolia
procurando o sussurrar do vento, encontrando o silêncio.

Dizem que para além das colinas
os pássaros são brilhantes,
as árvores sussurram vozes antigas,
os prados são sorrisos de flores luzidias.

Dizem que há novos dias.

Parto em passo trôpego dos tempos cansados,
quero um sopro, uma palavra,
um cantar de afagos, 
uma mão apertada.


sábado, 2 de abril de 2016

quinta-feira, 31 de março de 2016

Estás, não estás?
Nunca estiveste,
desisti do teu amor  
deixando-me ir com os pássaros
sem conhecer outro passado.
Estás, nãos estás?
Se nunca estiveste.

És, não és?
Não serás realmente.
Medo, culpa, agonia,
não quero que estejas,
sejamos pássaros desencontrados
navegando contra o vento,

não és, não haja alento.



sexta-feira, 25 de março de 2016

sábado, 19 de março de 2016

Adeus



Foram precisas todas as horas
para destrançar o meu cabelo,
quando o teu sorriso deixou de ser vida embrionária
e as palavras, beijos e carícias.
Precisei de partir,
o meu corpo sempre foi vento selvagem
desenhado por mãos nómadas.


sexta-feira, 4 de março de 2016

Sei que me escondo por entre as folhas,
ramagem que esconde as imagens amargas
dos dias encorpados.

Sento-me na falésia ventosa,
quero apagar o visível,
colorir uma nova paisagem. 


terça-feira, 1 de março de 2016

Os lábios gretados pelo frio,
o frio que adormece a alma,
o caminho solitário no bosque
numa manhã que já vai tardia.
Toque num corpo adormecido,
restolhar sem aviso,
a terra pede a primavera, 
eu perco o sentido.