domingo, 28 de junho de 2015



É de cor incerta
que te escrevo estas palavras
ecos em paredes por preencher,
no tempo perdido
onde não sei onde me encontrei.
Como talvez agora
na incerteza das folhas onde te procurei.
O quanto te amei.


quinta-feira, 7 de maio de 2015

terça-feira, 10 de março de 2015


*foto retirada da net

Volúvel norte, perde-se a proa,
sopra o vento contra o velame,
agiganta-se a onda.
Quebram-se cabos,
quebram-se amarras.



quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015




Por fora.
Por dentro.
As malhas vão apertando
mas sacudo as águas estagnadas.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

[Monet]





Forma-se um lago nas mãos luzidias
que tenta chegar às margens lambendo as extremidades insensíveis
deparando-se com névoas
incapazes de quebrar as barreiras invisíveis.





quarta-feira, 17 de dezembro de 2014


* imagem retirada da net


Os teus dedos desvendem caminhos antigos,
podando ramos inúteis,
quebrando vozes surdas.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014





Tropeções na elipse do tempo,
as rodas dentadas sem permissão continuam a ser alimentadas.
Vem o fogo, vem a água,
vêm todos os elementos tentando apaziguar os lestos pensamentos.