Há 21 horas
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
sábado, 13 de setembro de 2014
[Almada Negreiros]
Tentei ver-te no céu. Talvez por culpa das nuvens ou por o teres
abandonado, fiquei na noite densa, dessas onde todos os nossos segredos são revelados
em instantes inquietos. Ridículas palavras estas, a lamentar o que não tenho
nem devo nem posso. Sou uma mulher, não sou? Nestes enredos de palavras porque
não sei falar, abandonei-me num rio qualquer que desaguava por ali. Secamente. Procuro-me?
Que doidice, tão gerada onde o nada resigna-se. Cuspo tolices, entrego-me ao
acaso, venham espadas, venham floris, estou desguardada.
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
domingo, 3 de agosto de 2014
Recorda-me a tua cara para que saiba sorrir,
és um pássaro, um cantar distante?
És a minha alma expandida onde não te encontro,
as minhas mãos que te escrevem,
a solidão da estação,
o propósito das noites quentes.
Sentes-me? Sinto-te?
Um longo frio da distante ravina,
amealhar de vazios em olhos dormentes,
colecção de ausências da minha tristeza,
onde estás desde que te afastaste?
Sim, choro em violência reprimida,
continuamente pela sombra desaparecida,
o calor derretido em brasas quentes.
Foste. Foste e não posso quebrar o tempo como o enredo.
Sento-me desamparada em braços da montanha,
engolida por cavernas de desertos longínquos.
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