Sábado, 14 de Janeiro de 2012

Quantos poemas desfolhei
Para encontrar o teu sorriso
E emergires nos meus olhos?

Foste a voz silenciosa
No absurdo do meu interior
Sussurraste todas as palavras
Com que cantava a alvorada

E naveguei em ti
Prendendo-me ao teu amor
Aniquilando as diversidades
Derrubando a distância das tuas mãos
Que eram minhas e só minhas

Foste o meu adeus
Transformaste-te nas imagens que crio
Nas noites desamparadas
Mas sei-te
Sei-te em todos os meus gestos desajeitados
Em cada letra que te escrevo
Na distância ditada

3 piados:

mfc disse...

Gostei muito deste teu poema que espero marque em definitivo o regresso às lides blogueiras!

Um beijinho.

Mar Arável disse...

Uma ternura

este respirar

heretico disse...

sublime. na distância das "noites desamparadas". e do ritual nocturno dos "gestos desajeitados"...

beijos